A noite é senhora feiticeira
é sabia e majestade
a noite não cala
a noite faz os sonhadores arderem em sonho
não mente , mas simula
escura
visão turva
nua e crua
a noite é uma senhora de várias faces
uma noite pode ser um século
como também pode ser um sobresalto
um beijo
um desvio
um detalhe no vestido
na noite os sentimentos são ambiguos
carregados de inensidade e luz própria
enfurece mais os enfurecidos
leva as pessoas a rua da loucura
apesar de tudo pode-se dizer que é doce
apenas deve-se aprender a experimenta-la
A noite é senhora dos amores fulgazes
é a hora em que os amantes se regozijarem sob suas estrelas
bela fera
que nos devora e nos reconstrói todos os dias
devaneios primeiros
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Devaneio primeiro
Do devaneio vem a dor
Da dor a grande fera
e o que nos resta?
Resta cantar para espantar os demônios da madrugada
para denunciar os males do paixão
p e da verdade
invisivel ao primeiro olhar
Abre alas
lança chamas no meu coração
e assim vem os susurros dos ventos
vem como o silêncio chega inevitavelmente a boca de quem não sabe mais explicar
aquilo que se sente e o que faz o corpo vibrar
é como um sonho que só se pode sonhar acordado
e quem sabe não é melhor se entregar ao Deus dará
pois uma chama que consome duas pessoas
não deve consumir uma por inteiro
Da dor a grande fera
e o que nos resta?
Resta cantar para espantar os demônios da madrugada
para denunciar os males do paixão
p e da verdade
invisivel ao primeiro olhar
Abre alas
lança chamas no meu coração
e assim vem os susurros dos ventos
vem como o silêncio chega inevitavelmente a boca de quem não sabe mais explicar
aquilo que se sente e o que faz o corpo vibrar
é como um sonho que só se pode sonhar acordado
e quem sabe não é melhor se entregar ao Deus dará
pois uma chama que consome duas pessoas
não deve consumir uma por inteiro
domingo, 16 de janeiro de 2011
Les corps
Dois corpos
Dois amantes que se regozijam uivantes siameses separados por brigas insolutas
e que agora vibram seus corpos na própria pele
clamam por sua respiração e seu toque de veludo
atento aos mínimos detalhes
deslizando pela geografia do meu corpo, como um navio que vislumbra terras ainda ( e sempre) distantes
e sua língua suga meus mamilos
de tal forma que é tão suave e voraz
que tudo em um breve instante parece coexistir em perfeita harmonia
Desejo que não se pode calar
és o meu pecado e o meu castigo
Dois amantes que se regozijam uivantes siameses separados por brigas insolutas
e que agora vibram seus corpos na própria pele
clamam por sua respiração e seu toque de veludo
atento aos mínimos detalhes
deslizando pela geografia do meu corpo, como um navio que vislumbra terras ainda ( e sempre) distantes
e sua língua suga meus mamilos
de tal forma que é tão suave e voraz
que tudo em um breve instante parece coexistir em perfeita harmonia
Desejo que não se pode calar
és o meu pecado e o meu castigo
mais profundo, mais profano
e quando ninguém quer te ouvir mas mesmo assim você fala
e quando seu coração já não mais bate com nitidez
mas mesmo assim você sente
e quando sentir
é o bastante não mais poder esconder
tudo que está guardado
e já não quer mais estar preso
porque pior é o grito preso na garganta que quer sair a toda custo
misturada a cachaça que arde e o coração que pulsa sem não poder mais
porque mesmo quando não se tem mas como escapar
porque mesmo não havendo uma saída de emergência
o homem cria um jeito de sair
que brota do desespero mais profundo
mais profano.
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